13/07/2007 22:59
O foda de conviver com o fantasma da depressão não é o medo dela voltar. Eu não tenho mais esse medo. O foda, mesmo, é ter pedido o direito de ficar mal num dia qualquer. Parece que todos temem que você tenha outra crise, que seja mentira esse período bom. O foda é ter que tranquilizar as pessoas quando eu sinto que o mundo tá caindo. E tá, o mundo não tá caindo e, mesmo se estiver, deixa cair que eu posso levantar de novo, ou deixar lá no chão se eu quiser, não é isso que importa. O que me aborrece é a obrigação (que talvez eu me impus) de relembrar que estou de mau humor mais eeeeei, não é depressão, eu sou forte e feliz, viu?
E outra... não ter ninguém para te ouvir reclamar um pouquinho da vida. Essa coisa de otimismo funciona, tá certo, mas tem dias que não, não quero, só hoje. Hoje, o que eu queria não é que a vida ficasse de repente cor de rosa. Só queria alguém pra escutar um pouco e concordar comigo que, hoje, tá foda.
enviada por agatha
09/06/2007 00:18
Nunca tive paciência. Tomo sucos de um gole só. Acabo com os mini chicletes em segundos. Saio com o cabelo de qualquer jeito. Fico de mau humor porque algo não deu certo na hora e como eu esperava. Odeio coisas a longo prazo. Mas é a vida...
enviada por agatha
03/05/2007 23:21
A.P. visitou meu blig e gostou. Eu também gosto daqui. Mas o acesso restrito no trabalho me desanima. Toda vez que quero comentar algo, tenho que guardar pra casa. Em casa, esqueço ou o sofá me parece uma opção melhor que o computador. E o vício pelo monitor e teclado já me rendem punhos difíceis de rodar...
enviada por agatha
08/03/2007 00:17
Não preciso acordar cedo amanhã. Irei ao médico no fim da manhã e NÃO, não dá pra ir trabalhar e sair na hora da consulta. Pensei em aproveitar a ocasião do tempo disponível e escrever um belo post aqui. Mas agora que estou aqui só o que quero é deitar na minha cama e que essa música do Nando Reis não termine nunca (Mesmo Sozinho).
Estou tentando me adaptar à verdade da vida moderna: trabalho é trabalho. Não é um conto de fadas, não é um martírio. É uma necessidade. E eu ando tentando e conseguindo encarar isso como uma coisa simples. No dia que o trabalho é uma merda, eu não saio correndo; cumpro o resto do expediente e vou embora pensar em outra coisa porque minha vida é mais que aquilo. Como disse minha gastro, "a mocinha tá ficando sensata". Pois é.
enviada por agatha
17/02/2007 20:48
Decidi! Quero um album de fotos com folhas pretas, daqueles com estilo antigo. Mes que vem eu revelo algumas fotos. Aos poucos vou montando o album.
Estou pensando em fazer uma tatoo. Na verdade, sempre pensei. Mas, de repente, me vem a sensação (leia-se sensassaum, pela desconfigurassaum desse blog) de que se eu nao fizer por agora nao vou fazer nunca.
Sei la... tenho que lutar pra esse clima de ultra frustassaum e vazio do carnaval naum me dominar por completo. E odeio essa desconfigurassaum de caracteres do blig. çáéãõçáéãõçáéãõçáéãõçáéãõ
enviada por agatha
24/01/2007 02:40
Hoje aprendi algo muito verdadeiro e muito simples:
EquilÃbrio só é possÃvel com força.
Apesar da frase simples, demorei muito pra entender a profundidade desse conceito e a aplicação na vida. Durante a aula de Balance (mistura de Tai Chi, Ioga e Pilates), fica óbvio que é preciso força na perna esquerda para se levantar a direita, que é preciso força na barriga para sustentar o corpo todo, que o corpo tem que ser forte para ser firme.
Na vida, é preciso força para não deixar tudo desmoronar de uma vez, e muito mais força pra saber que, hora ou outra, alguma coisa vai desabar.
Esse conceito me veio, pela primeira vez, de uma forma clara, simples e ampla. E isso foi possÃvel porque agora eu conheço e confio na minha força.
enviada por agatha
26/10/2006 02:11
Estou tão feliz que custo a acreditar!
enviada por agatha
18/10/2006 12:29
Êêeeee Goiâaaaaaania
Eu sempre defendo esta cidade. Sim, podemos até ter "música" sertaneja
(argh), aqui pode ser a tal capital desse estilo de "música", pode ter
peão, tem festa da Pecuária, aqui nasceram grandes nomes do sertanejo,
mas eu sempre dizia que cosegue-se viver facilmente longe disso caso
você (eu!) não goste desse estilo.
Mas eis que me aprontam uma armadilha, sem intenção, é claro. "Hoje é
aniversário da Luana. Vamos no Café?" Uai sô, vamos! Porque minha mente
inocente associa Café (Cancun) a "tuntistuntistin", ou seja, música de
boate "bombando". Eis que estou na fila deste recinto e me entregam
minha muito útil cortesia. Num choque, leio e releio o pequeno papel:
TERÇA-FEIRA - PAMONHA APIMPENTADA!
Agatha: Hojé não é terça-feira, é?
Povo: É!
Agatha: Aqui não é o Café Cancun, é?
Povo: Éeeeeee!
Agatha: Ohhhhhhhhhhhh Goooooooooood!
Enfim, depois de uma extorção básica de 10 reais, paguei pra me trancar
num lugar com música sertaneja. Céus, como é ruim! Acho que música
sertaneja se justifica em poucos casos, como um grande dor de cotovelo,
uma grande paixão e, tudo deve ser acompanhado de muita pinga. Ah,
serve pra dançar também. Apesar de odiar sertanejo, se for pra dançar
eu danço.
Mas... lá estava eu... sem um grande amor pra viver ou sofrer, sem
pinga, sem dança... Só me restou reverter meu péssimo humor em bom
humor e, ainda não sei como, consegui. De quebra, uma pessoa muito
divertida me arrastou para a frente do palco para tietar a banda que
cantava e tocava ao vivo. Um mico justificável pela qualidade física e,
especialmente, oculística do cantor, que fez charminho e apontou para
mim esperando que eu cantasse o refrão. Decepcionei o artista e,
possivelmente, perdi minha paquera por falta de repertório sertanejo.
Mas fiquei com uma lição: em terras goianas, é melhor tomar cuidado por
onde se anda.
enviada por agatha
21/09/2006 00:33
Perdi minha escova de dentes novinha
A velha dei pra cachorrinha brincar
Mas amanhã eu acho a minha ou compro outra
Uma noite de mau hálito
Nada demais
Comprei uma tinta para o cabelo
O resultado foi meio desastroso
Raiz mais escura que o resto do cabelo
Terei mesmo que pagar alguém pra desfazer essa bagunça
Depois
Ainda não arrumei ânimo, coragem ou vergonha na cara pra escrever
ao menos um email pra muita gente que eu gosto e fiquei devendo
Ainda não terminei aquele livro
Escrevi uma página de outro semana passada
Queria tanto entender...
Mas hoje finalmente choveu
O ar fresco da noite é um alívio dos outros dias escrava do ventilador
Fui malhar, cumpri esse dever
No emprego, fui razoavelmente produtiva
Não dá pra notar a bagunça do meu cabelo
Nem comi bobeira demais
E agora, fim de noite, parece mesmo que consegui tirar aquele peso que estava me esmagando o dia inteiro. Acho que essa é a diferença dos dias de hoje pro antigamente de sempre. Eu não faço mais questão de derrubar o alicerces que me servirão no dia seguinte. Aprendi algo, afinal.
enviada por agatha
11/06/2006 00:32
Olhei a foto daquela mulher
Eu nem a achava bonita
Mas o amor já se impregnou nos seus traços tão fortemente
Que ser tão amada virou igual a ser bela
Isso é tão bonito que chega a doer
enviada por agatha
02/06/2006 23:16
Analisando, vi que tenho 4 amigos que se importam.
O resto apenas legal quando eu chego e só.
enviada por agatha
27/05/2006 14:53
todo mundo fala que eu reclamo demais.
hj vou ficar calada.
enviada por agatha
12/05/2006 14:15
"Então respira mais
Que eu respiro mais
Ok Ok"
Bem mais que OK, é ótimo, estupendo, maravilhoso e magnífico que Violins não tenha acabado. Quer dizer, acabou, muita gente chorou, berrou e esperneou. Daí, um dos que saíram se arrependeu e quis voltar: SEJA BEM-VINDO!
Então é isso. Temos sim um mundo mais bonito e melódico (mas não mais sem camisa...)
enviada por agatha
09/05/2006 02:12
Párem o mundo, pois a música parou.
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Ok, a música não parou, não toda a música. Mas faz-se agora um silêncio triste que dói mesmo com a barulheira do mundo. A banda que me levou às lágrimas no primeiro show que eu vi está acabando. A banda que eu faço questão de fazer propaganda e divulgar, que eu me orgulho porque é da cidade que eu vivo, a banda que eu escuto todos os dias... Violins acabou.
O último consolo será o show no dia 20, no Festival Bananada. Com o anúncio do fim, vários e vários fans como eu imploraram por uma despedida e eles vão atender.
Queria ter palavras lindas como as letras de música pra postar aqui. Queria me importar menos, afinal, é só uma banda. Mas essa banda já fazia parte de mim. Com o fim do Violins, fico um tantinho imcompleta e, pior, sem trilha sonora.
enviada por agatha
02/05/2006 23:43
Se você se interessasse por iridologia, eu ia te pedir pra olhar bem
nos meus olhos. Sabe esse pontinho preto e profundo, quase
imperceptível? Não, não é um distúrbio orgânico. É aquele "eu te
amo" que poderia ter nascido e você fez morrer. Esse pontinho pequeno
carrega as frases que engasgaram na minha garganta, tanta coisa que eu queria ter dito... Guarda as imagens bonitas que por tão breve nós vivemos e agora nem me pertencem mais, já não tenho o direito de lembrar.
Esse maldito ponto preto é um minúsculo reflexo do meu coração, já
totalmente tomado pelas sombras da sua ausência. E ele, mesmo tão
pequeno, enxerga melhor que as outras cores do meu ser. A culpa nem é
totalmente sua, mas hoje eu quero te culpar. Esse ponto escuro e sem
luz é todo o desperdício de te amar.
enviada por agatha
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